A maresia me inebria quando, pingente de sal,
me oferece a alma alimento. Sinto no rosto
a valsa de vento, um alento a um espírito imortal.
O mar incorpóreo beija-me as pálpebras depois se despede.
Em sorrisos minha entidade canta, entoada nesta prece.
Lá ao longe a solidão escura abraça o mar e vagueia.
Adivinho as ondas sussurrantes e a cumplicidade da areia.
Entorpeço-me na ausência da espuma transformada em mel.
Sem estrelas a noite acaricia as confidências deste menestrel.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
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5 comentários:
Minha querida, estou aqui para comentar seus lindos texto e para visar que seu blog já está disponível lá no PSQC, na secção "Não saio de casa sem fuxicar em...". Voltarei aqui para ler e comentar suas prosas e poemas.
Besos.
Vinícius Silva
Abro o Blog do seu livro e leio outra vez as poesias que fazem parte do "Abro o Livro que me Escrevo".
É bom divulgar, ouvir opiniões e comentários.
Ao abrir o Livro, soltar os poemas, novos horizontes, paisagens e personagens substituirão o já vivido e uma nova inspiração brotará do "novo"!
Beijos
Tathi = Menestrel do Mar
Sejam Bem vindos e voltem sempre que sentirem vontade. Vou pendurar uma redinha com vista e brisa do mar...
Mãe, ler o que escreveu aqui (em 2009) hoje sem você em novembro de 2015, foi um lindo presente! Muita emoção te ler. É como te ter de novo um pouquinho! Obrigada, minha sempre amada mãe!!! Por tudo! <3
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