Calçava as sapatilhas como quem
Calçava as botas de sete léguas.
Depois corria a rodopiar
No tablado iluminado.
Cada pirueta lhe lançava a um país.
Tinha nos olhos o brilho dos palcos,
Nas brancas mãos esculpia
Bonecos de neve.
Na platéia escura
Meu silêncio ofegante
Me denunciava
Como uma bala recém aberta.
Meus olhos grudados na sua retina
De menina-bailarina...
Dança pra mim!
Decalca no espaço seu corpo de moça,
Na ponta dos dedos colhe uma estrela...
E minha mente já no palco
Se travestia em seu par,
Homem-fogo
A levantar as asas de um anjo!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
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6 comentários:
muito lindo seu poema ,tathiana !
belissimo ! um beijo !
Obrigada, Poeta!
Fico muito feliz que tenha gostado!
Volte sempre...
outro beijo.
Ah, que belezura de singeleza!
Adorei teu canto de agoras.
Beijo na alma
Obrigada, Sylvia! de verdade!
minha alma devolve pra sua.
.
aaaaaaaai
quem dança me encanta tanto quanto quem canta,
só que quem canta, ah, me derruba mais fácil! :P
.
Cris querido...
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