domingo, 7 de junho de 2009

CIRANDA DAS DIVINDADES

Mantenho-me coesa na graça de me ser
única, estrela fabricada no
melhor açúcar!
Mantenho-me nos trilhos ou em cima de
uma nuvem, onde Anauel vestido
de pássaro da luz, me guia como
um brinquedo.
No meu dedo, a metonímia
de uma mão maior, me pega no
colo e explica
"as verdades" da minha alma.
Do outro lado, a grande mãe,
que agora sei, compadecida e
grande advogada, do outro lado,
ela me aninha e me embala,
depois sussurra-me um presente
que não posso te contar...
por ser demasiado meu
e divinamente nosso.
Anauel é uma criança que ri dentro dos
meus olhos
mostrando-me que o caminho
de pedras não é duro pra
sempre.
Nas mãos deste anjo, meu par, pedras
são pássaros e o caminho que
eu julgava deserto é um lindo
lago onde posso me deitar.
Do céu caem-me pétalas de rosas,
como se fossem purpurina, ou confete
de festa. Afrodite é quem as lança
convidando-me a mais uma dança!
Eu me entrego toda inteira, bebo
a taça em grandes goles, tenho
o mar e as estrelas imersas no
meu sangue. Netuno me abre
os mares, Oxóssi me ensina a lançar
a flecha, Iemanjá me beija a face,
doce como a melhor amiga.
São Pedro me abre as portas,
São José me indica a passagem,
onde a verdade de minha memória infantil,
estará ao alcance de minha mão.
Depois me sorri com olhos de avó.
Buda medita comigo. Ganesha me dá
um banho de cheiro com sua tromba sagrada.
Santo Expedito mostra-me que nada é impossível,
São Longuinho, que tudo está por ser encontrado.
São Cosme e Damião brincam na varanda
das minhas idéias. Santa Terezinha
abre as cortinas dos palcos para as
minhas estréias. Pã, toca sua
flauta e me oferece vinho. Fadas,
gnomos e ninfas dançam em minhas
pupilas. O divino menino azul, da
Índia me sopra incenso,
afastando-me das más lembranças e
trazendo-me para mais perto de
mim.
São Jorge vence o dragão em minha
frente. E em seu cavalo me convida
a um passeio. Em meus dedos
prendo as crinas do corcel de tão
nobre cavaleiro. Depois me ensina
a força da invisibilidade (para
quando for necessária). E na coragem
desses guerreiros me espelho a cantar
de novo minha vida.
Mantenho-me coesa,
na graça de me ser única.
Estrela fabricada no melhor açúcar!

4 comentários:

inez espirito santo disse...

Gostei muito deste texto!!!!!
É musical, envolvente, parece a Tathi menina!
Maria Inez do Espírito Santo

Cristiano Hackl disse...

.

taaaathy :P
to vendo q o feriado está despreocupado
aproveitando pra atualizar as coisas hein!
fico feliz em vc acompanhando meus poeminhas :P
como eu já disse pra mim algumas vezes:
acho q o grande montante do q escrevo tem mais
a ver com abstrair as tristezas, deixá-las escapar mesmo
espremê-las sabe!?
deixar o sumo sair e ficar só com o suco :D
bjo bjo bjo

.

Letícia Cordeiro disse...

ser estrela fabricada no melhor acúcar deve ser muito bom amiga. Vc colocou o "povo" todo a sua "disposição" para os rituais espirituais kkkkkk,
mantendo-se coesa na graça de ser única.
Achei do caralho essa passagem "No meu dedo, a metonímia
de uma mão maior, me pega no
colo e explica
"as verdades" da minha alma."
por acaso essa era a mão de Deus?
beijos
te amo

Tathiana Treuffar disse...

Obrigada, Inez, Lelê, Cris!
Sim é doce, amiga. ;)
Feliz que vocês curtiram!